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Aposentados

Aqui nesta página colocaremos matérias de interesse também dos
colegas assefeanos aposentados e depoimentos desses servidores.

JOSÉ FARIAS MARANHÃO

Iniciei minhas atividades no almoxarifado, mas sempre que possível ajudando nas oficinas, principalmente nas seções Tipográ-fica e de Encadernação.

Em 1966, fui para Seção de Encadernação, passando a re-ceber instruções do processo de encadernação de um profissional instrutor. Era o início; posteriormente transforma-se-ia em Seção
de Acabamento que estava em formação. Começa aí o aprofunda-mento nos estudos sobre as operações realizadas no acabamento. À época a maioria dos trabalhos eram realizados manualmente, de
forma artesanal, poucos equipamentos com funcionamento mecâ-nico e elétrico.

WESLEY GONÇALVES DE BRITO

Consigo me lembrar muito bem do mês de setembro de 1984, quando entrei no Senado Federal, momento marcante da minha vida pessoal e profissional.

Havia iniciado a minha vida profissional no Poder Executivo, Ministério da Agricultura. Apesar de ter começado a trabalhar em 1o/2/1980 como auxiliar de serviços, em 1981 fui readmitido para a carreira de técnico administrativo em razão de haver conseguido aprovação para uma das vagas do concurso público ocorrido em 1980. Em 1982 fui convidado a mudar para o Poder Legislativo, ocupando a chefia de gabinete do Deputado federal Sebastião Ataíde. Permaneci na Câmara dos deputados até 1984, quando a minha vida sofreu uma nova e permanente mudança. Tive a chance de deixar aquela Casa Legislativa e passar para o Senado Federal.

CANTÍDIO LIMA VIEIRA

“O Senado é melhor do que o céu, porque nem é preciso morrer para estar nele.” Esta frase, atribuída ao senador Darcy Ribeiro, poderia resumir a minha passagem no Senado Federal, pois trabalhar ali é uma oportunidade única de testemunhar e ajudar a escrever capítulos que marcam a história do Brasil.

Sou sergipano, médico cardiologista formado pela Universidade Federal de Sergipe em 1976. Vim para Brasília e entrei no Senado em 78, desempenhando inicialmente a função de técnico de informática no Prodasen. Posteriormente, passei a integrar o quadro de médicos da Casa e foi aí que a verdadeira aventura começou. Por diversas vezes fui convocado ou escalado para plantões em sessões que me marcaram profundamente. Com o perdão de quem me lê em relação à cronologia dos fatos, compartilharei alguns deles, em que minha própria história de vida se mistura à do Senado e à do nosso país. 

MARIA ELISA DE GUSMÃO NEVES STRACQUADANIO

“Agradeço a Deus todas as oportunidades que me foram dadas desde sempre e por ter tido e mantido tão estimados colegas e amigos até hoje.”

Minha relação com o Senado Federal remonta à época em que minha mãe estava grávida de mim. Não se espantem. Desde bebê vivenciei momentos históricos, decisões de grande importância para o País. Em nossa casa aconteciam reuniões de importantes parlamentares que eram secretariados por ela.

MIGUEL ARCANJO BATISTA

“Sou muito grato ao Senado por ter me possibilitado viver e testemunhar tantos momentos, discursos memoráveis e conhecer algumas das pessoas mais competentes e profi ssionais com quem trabalhei.”

Eu sou Miguel Arcanjo Batista e estou aposentado há 28 anos de uma profissão que já quase não existe mais. Está lá na minha carteira de trabalho: linotipista. Realmente, algo do passado, de outra época. Meu trabalho consistia em operar o Linótipo, utilizado na impressão tipográfica. O processo era manual, analógico mesmo. Tudo era feito com bastante cuidado e atenção. Hoje, as impressões são feitas em processos digitais, de forma rápida. As pessoas sequer pensam sobre o processo necessário.

HERALDO DE ABREU COUTINHO

Meu nome é Heraldo de Abreu Coutinho, nasci no Rio de Janeiro em 17 de dezembro de 1930.

Vim para Brasília, no ano de 1958, pela companhia americana RCA Victor Radio S.A, na qual trabalhava para instalar os equipamentos eletrônicos para inauguração da nova capital.

A RCA foi a empresa vencedora da licitação, junto à Novacap, para fornecer e instalar os equipamentos eletrônicos para inauguração de Brasília em 21 de abril de 1960. Três equipes foram enviadas, compostas por engenheiros e técnicos, para efetuar os trabalhos de micro-ondas, rádio, TV e sonorização.

O time campeão em 1972

O time campeão em 1972

1. Geraldo Brito, Administração; 2. Dr. Paulo Menezes, Serviço Médico; 3. Hélio Buani, diretor Industrial da Gráfica; 4. Vavá, Coordenação; 5. Melão,Melinho, Manutenção Industrial; 6. Juarez, convidado; 7. Érito, Chaveirinho, Paraguaio; 8. Manoel, goleiro, filho do Dr. Ary, dentista do Serviço Médico; 9. Sinézio, goleiro, Manutenção; 10. Eraldo, Impressão Tipográfica; 11. Eurípedes Maninho, Linotipo; 12. Ximenes, Fotolito; 13. César, convidado; 14. Luis Mendonça, mascote, filho do Luis do Trombone, porteiro da Gráfica; 15. Eduardo, Expedição; 16. Celino, convidado; 17. Dazinho, convidado; 18. Walmir, Administração; 19. Tião, Manutenção.

1. Geraldo Brito, Administração; 2. Dr. Paulo Menezes, Serviço Médico; 3. Hélio Buani, diretor Industrial da Gráfica; 4. Vavá, Coordenação; 5. Melão,Melinho, Manutenção Industrial; 6. Juarez, convidado; 7. Érito, Chaveirinho, Paraguaio; 8. Manoel, goleiro, filho do Dr. Ary, dentista do Serviço Médico; 9. Sinézio, goleiro, Manutenção; 10. Eraldo, Impressão Tipográfica; 11. Eurípedes Maninho, Linotipo; 12. Ximenes, Fotolito; 13. César, convidado; 14. Luis Mendonça, mascote, filho do Luis do Trombone, porteiro da Gráfica; 15. Eduardo, Expedição; 16. Celino, convidado; 17. Dazinho, convidado; 18. Walmir, Administração; 19. Tião, Manutenção.

Um passeio em Paquetá

Associação Atlética Senado Federal

Um passeio em Paquetá

Pelos idos dos anos 1950, os colegas do Senado, sócios da Associação Atlética Senado Federal – ô povo bom de se associar, esses funcionários do Senado – marcaram uma partida de futebol e passeio em Paquetá, ilha na baía de Guanabara. Quem nos faz o relato é Arnaldo Gomes, ex-diretor da Gráfica do Senado: “Foi o time dos funcionários do Senado, o mascote sou eu! à frente de meu pai João Aureliano (1). Reconheci o Velho Madruga (2), que era o presidente da associação, o Arnaldo da Contabilidade (6), o goleiro Darione (3), irmão do Nerione, Zezinho (4) de gorro, Diretor das Comissões e Luiz Monteiro (5) que também veio para Brasília e foi um inesquecível diretor Administrativo do Senado. A foto deve ser de 1950, quando os servidores do Senado foram jogar em Paquetá. Viajamos numa sexta, depois do expediente no Palácio Monroe e voltamos domingo à tarde para o Rio de Janeiro. Do resultado do jogo eu não lembro, mas foi uma diversão.”

Pelos idos dos anos 1950, os colegas do Senado, sócios da Associação Atlética Senado Federal – ô povo bom de se associar, esses funcionários do Senado – marcaram uma partida de futebol e passeio em Paquetá, ilha na baía de Guanabara. Quem nos faz o relato é Arnaldo Gomes, ex-diretor da Gráfica do Senado: “Foi o time dos funcionários do Senado, o mascote sou eu! à frente de meu pai João Aureliano (1). Reconheci o Velho Madruga (2), que era o presidente da associação, o Arnaldo da Contabilidade (6), o goleiro Darione (3), irmão do Nerione, Zezinho (4) de gorro, Diretor das Comissões e Luiz Monteiro (5) que também veio para Brasília e foi um inesquecível diretor Administrativo do Senado. A foto deve ser de 1950, quando os servidores do Senado foram jogar em Paquetá. Viajamos numa sexta, depois do expediente no Palácio Monroe e voltamos domingo à tarde para o Rio de Janeiro. Do resultado do jogo eu não lembro, mas foi uma diversão.”

Associação Atlética Serviço Gráfico

Associação Atlética Serviço Gráfico – AASG

Muito se fala do porquê do encerramento das atividades da associação do Serviço Gráfico. Há duas versões que explicariam o encerramento das atividades que levou, por consequência, ao fim do time de futebol.
Para Sinézio Justen da Silva, goleiro titular do time campeão de 1972, algumas regalias que eram dadas para os profissionais gráficos, atletas, criavam um certo mal- estar entre os servidores. “Por conta das partidas, os jogadores saíam antes de terminado o expediente para treinar e ainda havia a concentração que era feita nos hotéis do Setor Hoteleiro Norte, levando a que os outros colegas reclamassem do tratamento dado a quem atuava no time de futebol”, diz o mineiro de Juiz de Fora que havia chegado a Brasília pouco antes de passar a formar no time da Gráfica.
Há os que dão a explicação mais simples, dizendo que a Assefe passara a aceitar a filiação de servidores da Gráfica o que deixava com função menor a AASG o que poderia levar ao seu esvaziamento. Diante dessa possibilidade a associação foi extinta em 1973.

Muito se fala do porquê do encerramento das atividades da associação do Serviço Gráfico. Há duas versões que explicariam o encerramento das atividades que levou, por consequência, ao fim do time de futebol.
Para Sinézio Justen da Silva, goleiro titular do time campeão de 1972, algumas regalias que eram dadas para os profissionais gráficos, atletas, criavam um certo mal- estar entre os servidores. “Por conta das partidas, os jogadores saíam antes de terminado o expediente para treinar e ainda havia a concentração que era feita nos hotéis do Setor Hoteleiro Norte, levando a que os outros colegas reclamassem do tratamento dado a quem atuava no time de futebol”, diz o mineiro de Juiz de Fora que havia chegado a Brasília pouco antes de passar a formar no time da Gráfica.
Há os que dão a explicação mais simples, dizendo que a Assefe passara a aceitar a filiação de servidores da Gráfica o que deixava com função menor a AASG o que poderia levar ao seu esvaziamento. Diante dessa possibilidade a associação foi extinta em 1973.

Eraldo!

Eraldo!
Conheci Eraldo no início da década de 1990. Cearense, já não portava o corpo de um atleta de futebol da AASG que o técnico Rui Márcio colocava tanto no ataque – e era goleador – quanto na defesa. Sandália de couro, aquela que o nordestino incorpora como poucos ao uniforme do dia a dia, bom de conversa, ele me contava histórias de sua vida nos campos de futebol por Brasília. Se empolgava narrando suas atuações e me falando de nomes que se perderam na minha memória. Talvez minha memória não desse conta de que eu ouvia relatos que expressavam a cultura de um grupo profissional. Do tempo em que a impressão tipográfica tinha sua importância na Gráfica, Eraldo era exímio em sua função. Mas enquanto o braço da máquina subia e descia, ele tinha tempo para mostrar com o movimento de suas mãos o desenho de uma jogada.
Contava-me aos risos a atuação de seu irmão, lateral esquerdo, marcando Garrincha em um amistoso em Fortaleza. Irmãos, mãe, todos foram ao estádio assistir, mas o craque da família jogou só o primeiro tempo. Acabou substituído com o short rasgado pelo tanto de movimento que fazia na tentativa de marcar o 7 botafoguense. Ria solto lembrando dos gritos que dava para incentivar o irmão, “entra duro, não dê chance!”.
Um dia Eraldo pegou sua bolsa, recolheu seu jaleco azul de impressor e nunca mais nos vimos.
Deixou uma história de jogador, de impressor tipográfico, de bom colega.
Obrigado por todas as histórias.
Um abraço, Eraldo!
Conheci Eraldo no início da década de 1990. Cearense, já não portava o corpo de um atleta de futebol da AASG que o técnico Rui Márcio colocava tanto no ataque – e era goleador – quanto na defesa. Sandália de couro, aquela que o nordestino incorpora como poucos ao uniforme do dia a dia, bom de conversa, ele me contava histórias de sua vida nos campos de futebol por Brasília. Se empolgava narrando suas atuações e me falando de nomes que se perderam na minha memória. Talvez minha memória não desse conta de que eu ouvia relatos que expressavam a cultura de um grupo profissional. Do tempo em que a impressão tipográfica tinha sua importância na Gráfica, Eraldo era exímio em sua função. Mas enquanto o braço da máquina subia e descia, ele tinha tempo para mostrar com o movimento de suas mãos o desenho de uma jogada.
Contava-me aos risos a atuação de seu irmão, lateral esquerdo, marcando Garrincha em um amistoso em Fortaleza. Irmãos, mãe, todos foram ao estádio assistir, mas o craque da família jogou só o primeiro tempo. Acabou substituído com o short rasgado pelo tanto de movimento que fazia na tentativa de marcar o 7 botafoguense. Ria solto lembrando dos gritos que dava para incentivar o irmão, “entra duro, não dê chance!”.
Um dia Eraldo pegou sua bolsa, recolheu seu jaleco azul de impressor e nunca mais nos vimos.
Deixou uma história de jogador, de impressor tipográfico, de bom colega.
Obrigado por todas as histórias.
Um abraço, Eraldo!

Joberto Sant’ Anna

Presidente da Assefe