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Candidatos do interior de Roraima viajam até Boa Vista para fazer provas do Enem 2024

By 3 de novembro de 2024No Comments

Mais de 12 mil inscritos devem fazer o Enem 2024 no estado. Primeira etapa das provas, com questões de linguagens, ciências humanas e a redação, ocorre neste domingo (3) Estudantes chegam para o primeiro dia do Enem 2024 na Escola Estadual Monteiro Lobato, em Boa Vista.
Yara Ramalho/g1 RR
Com os sonhos de cursarem medicina e até para garantir um plano B de carreira para seguir, candidatos do interior de Roraima viajaram até a capital Boa Vista pra fazer a primeira etapa da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, que acontece neste domingo (3).
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Os portões abriram às 11h e fecharam às 12h (horários locais) em Boa Vista. O movimento foi tranquilo nas ruas e locais de aplicação. Neste domingo, os inscritos fazem provas de linguagens, ciências humanas e a redação.
Morador do Cantá, Edson Santos de Sousa, de 18 anos, que cursar medicina.
Yara Ramalho/g1 RR
Um deles é o jovem Edson Santos de Sousa, de 18 anos, morador do Cantá, município ao Norte do estado e distante cerca de 37 km da capital. Enquanto aguardava a abertura dos portões na Escola Estadual Monteiro Lobato, ele contou ao g1 que teme a redação, mas se “preparou bastante” para a prova.
“Eu estudei muitas coisas, de cada coisa eu sei um pouco. Tenho medo também de errar algumas partes da redação, mas eu estudei bastante para a redação, dediquei um tempo a mais”, disse o jovem, que deseja usar a nota do exame para fazer medicina na Universidade Federal de Roraima (UFRR).
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Irmãs que querem cursar medicina fazem a 1ª prova do Enem 2024 em Boa Vista.
Yara Ramalho/g1 RR
As irmãs Ellen Rufino, de 17 anos, e Liana Quintino, de 19, vieram da comunidade indígena Manao, em Bonfim, para fazer a prova pela primeira vez. Juntas, elas estudaram para o exame em casa, usando livros didáticos e acompanhando aulas gratuitas pela internet. As duas querem ser médicas.
Para não perderem a prova, elas viajaram até Boa Vista no sábado (2) e dormiram na casa de familiares.
“Minha preparação foi na base dos estudos em casa mesmo, com vídeo aula, livros, planilhas, essas coisas. Ainda estou com dúvidas, mas estou pensando em fazer medicina, me preparei mais para a redação e espero fazer uma boa nota hoje”, declarou Ellen, que está no último ano do ensino médio.
Jovem Rebeca Trajano de Oliveira, de 20 anos, quer um plano B de carreira.
Yara Ramalho/g1 RR
Já a jovem Rebeca Trajano de Oliveira, de 20 anos, busca um plano B de carreira. Acadêmica de farmácia em uma universidade que oferece o curso na modalidade de ensino a distância (EAD), ela quer fazer o exame para “exercitar a mente” e ter mais de uma opção de profissão.
“Decidi fazer o Enem para ter um plano B. Qualquer coisa se [o curso atual] não der certo eu vou ter a nota no Enem ano que vem, vou poder usar. E também para exercitar a mente, sair um pouco da zona de conforto”, contou ao g1.
Ela é de Pacaraima, município roraimense na fronteira com a Venezuela, e chegou em Boa Vista na última sexta-feira (1°). No momento em que os portões da Escola Monteiro Lobato foram abertos, ela aguardava a chegada do irmão, vindo do município, que fará a prova no mesmo local.
O segundo dia de Enem acontece no próximo domingo (10). No dia, os candidatos vão responder questões de matemática e ciências da natureza.
SIGA: g1 terá cobertura em tempo real e programa AO VIVO com a correção das questões
GABARITO: g1 terá gabarito extraoficial e resolução comentada das questões do Enem 2024
Enem 2024 em Roraima
Em Roraima, 12.670 mil pessoas devem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
Neste ano, Roraima teve 3.209 inscritos a mais do que em 2023, quando o estado registrou 9.641 mil inscritos. O percentual de inscrições de Roraima no Enem 2024 em relação ao total nacional é de aproximadamente 0,29%. ​​Em todo o Brasil, foram registradas 4.325.960 inscrições.
As mulheres são a maioria das pessoas inscritas no exame: 7.705 das inscrições, equivalente a 60,81% das inscrições. Os homens representam 39,19%, ou seja 4.965 inscritos.
Candidatos do Enem 2024 aguardam abertura de portões em local de Boa Vista.
Yara Ramalho/g1 RR
Dos participantes em Roraima, 60,17% (7.623) são isentos da taxa de inscrição e 39,83% (5.047) a pagaram. Além disso, 5.253 das inscrições são de estudantes que já terminaram o ensino médio.
A participação gratuita no Enem é prevista para pessoas que se enquadram em, pelo menos, um dos seguintes perfis:
Matriculados na 3ª série do ensino médio (neste ano de 2023), em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar;
Quem fez todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada;
Pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica por serem membros de família de baixa renda – com registro no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico).
Outras 1.992 inscrições são de estudantes do 1º ou 2º ano e 42, de pessoas que não cursam nem completaram o ensino médio, mas farão o Enem para testar seus conhecimentos (treineiros).
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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O time campeão em 1972

O time campeão em 1972

1. Geraldo Brito, Administração; 2. Dr. Paulo Menezes, Serviço Médico; 3. Hélio Buani, diretor Industrial da Gráfica; 4. Vavá, Coordenação; 5. Melão,Melinho, Manutenção Industrial; 6. Juarez, convidado; 7. Érito, Chaveirinho, Paraguaio; 8. Manoel, goleiro, filho do Dr. Ary, dentista do Serviço Médico; 9. Sinézio, goleiro, Manutenção; 10. Eraldo, Impressão Tipográfica; 11. Eurípedes Maninho, Linotipo; 12. Ximenes, Fotolito; 13. César, convidado; 14. Luis Mendonça, mascote, filho do Luis do Trombone, porteiro da Gráfica; 15. Eduardo, Expedição; 16. Celino, convidado; 17. Dazinho, convidado; 18. Walmir, Administração; 19. Tião, Manutenção.

1. Geraldo Brito, Administração; 2. Dr. Paulo Menezes, Serviço Médico; 3. Hélio Buani, diretor Industrial da Gráfica; 4. Vavá, Coordenação; 5. Melão,Melinho, Manutenção Industrial; 6. Juarez, convidado; 7. Érito, Chaveirinho, Paraguaio; 8. Manoel, goleiro, filho do Dr. Ary, dentista do Serviço Médico; 9. Sinézio, goleiro, Manutenção; 10. Eraldo, Impressão Tipográfica; 11. Eurípedes Maninho, Linotipo; 12. Ximenes, Fotolito; 13. César, convidado; 14. Luis Mendonça, mascote, filho do Luis do Trombone, porteiro da Gráfica; 15. Eduardo, Expedição; 16. Celino, convidado; 17. Dazinho, convidado; 18. Walmir, Administração; 19. Tião, Manutenção.

Um passeio em Paquetá

Associação Atlética Senado Federal

Um passeio em Paquetá

Pelos idos dos anos 1950, os colegas do Senado, sócios da Associação Atlética Senado Federal – ô povo bom de se associar, esses funcionários do Senado – marcaram uma partida de futebol e passeio em Paquetá, ilha na baía de Guanabara. Quem nos faz o relato é Arnaldo Gomes, ex-diretor da Gráfica do Senado: “Foi o time dos funcionários do Senado, o mascote sou eu! à frente de meu pai João Aureliano (1). Reconheci o Velho Madruga (2), que era o presidente da associação, o Arnaldo da Contabilidade (6), o goleiro Darione (3), irmão do Nerione, Zezinho (4) de gorro, Diretor das Comissões e Luiz Monteiro (5) que também veio para Brasília e foi um inesquecível diretor Administrativo do Senado. A foto deve ser de 1950, quando os servidores do Senado foram jogar em Paquetá. Viajamos numa sexta, depois do expediente no Palácio Monroe e voltamos domingo à tarde para o Rio de Janeiro. Do resultado do jogo eu não lembro, mas foi uma diversão.”

Pelos idos dos anos 1950, os colegas do Senado, sócios da Associação Atlética Senado Federal – ô povo bom de se associar, esses funcionários do Senado – marcaram uma partida de futebol e passeio em Paquetá, ilha na baía de Guanabara. Quem nos faz o relato é Arnaldo Gomes, ex-diretor da Gráfica do Senado: “Foi o time dos funcionários do Senado, o mascote sou eu! à frente de meu pai João Aureliano (1). Reconheci o Velho Madruga (2), que era o presidente da associação, o Arnaldo da Contabilidade (6), o goleiro Darione (3), irmão do Nerione, Zezinho (4) de gorro, Diretor das Comissões e Luiz Monteiro (5) que também veio para Brasília e foi um inesquecível diretor Administrativo do Senado. A foto deve ser de 1950, quando os servidores do Senado foram jogar em Paquetá. Viajamos numa sexta, depois do expediente no Palácio Monroe e voltamos domingo à tarde para o Rio de Janeiro. Do resultado do jogo eu não lembro, mas foi uma diversão.”

Associação Atlética Serviço Gráfico

Associação Atlética Serviço Gráfico – AASG

Muito se fala do porquê do encerramento das atividades da associação do Serviço Gráfico. Há duas versões que explicariam o encerramento das atividades que levou, por consequência, ao fim do time de futebol.
Para Sinézio Justen da Silva, goleiro titular do time campeão de 1972, algumas regalias que eram dadas para os profissionais gráficos, atletas, criavam um certo mal- estar entre os servidores. “Por conta das partidas, os jogadores saíam antes de terminado o expediente para treinar e ainda havia a concentração que era feita nos hotéis do Setor Hoteleiro Norte, levando a que os outros colegas reclamassem do tratamento dado a quem atuava no time de futebol”, diz o mineiro de Juiz de Fora que havia chegado a Brasília pouco antes de passar a formar no time da Gráfica.
Há os que dão a explicação mais simples, dizendo que a Assefe passara a aceitar a filiação de servidores da Gráfica o que deixava com função menor a AASG o que poderia levar ao seu esvaziamento. Diante dessa possibilidade a associação foi extinta em 1973.

Muito se fala do porquê do encerramento das atividades da associação do Serviço Gráfico. Há duas versões que explicariam o encerramento das atividades que levou, por consequência, ao fim do time de futebol.
Para Sinézio Justen da Silva, goleiro titular do time campeão de 1972, algumas regalias que eram dadas para os profissionais gráficos, atletas, criavam um certo mal- estar entre os servidores. “Por conta das partidas, os jogadores saíam antes de terminado o expediente para treinar e ainda havia a concentração que era feita nos hotéis do Setor Hoteleiro Norte, levando a que os outros colegas reclamassem do tratamento dado a quem atuava no time de futebol”, diz o mineiro de Juiz de Fora que havia chegado a Brasília pouco antes de passar a formar no time da Gráfica.
Há os que dão a explicação mais simples, dizendo que a Assefe passara a aceitar a filiação de servidores da Gráfica o que deixava com função menor a AASG o que poderia levar ao seu esvaziamento. Diante dessa possibilidade a associação foi extinta em 1973.

Eraldo!

Eraldo!
Conheci Eraldo no início da década de 1990. Cearense, já não portava o corpo de um atleta de futebol da AASG que o técnico Rui Márcio colocava tanto no ataque – e era goleador – quanto na defesa. Sandália de couro, aquela que o nordestino incorpora como poucos ao uniforme do dia a dia, bom de conversa, ele me contava histórias de sua vida nos campos de futebol por Brasília. Se empolgava narrando suas atuações e me falando de nomes que se perderam na minha memória. Talvez minha memória não desse conta de que eu ouvia relatos que expressavam a cultura de um grupo profissional. Do tempo em que a impressão tipográfica tinha sua importância na Gráfica, Eraldo era exímio em sua função. Mas enquanto o braço da máquina subia e descia, ele tinha tempo para mostrar com o movimento de suas mãos o desenho de uma jogada.
Contava-me aos risos a atuação de seu irmão, lateral esquerdo, marcando Garrincha em um amistoso em Fortaleza. Irmãos, mãe, todos foram ao estádio assistir, mas o craque da família jogou só o primeiro tempo. Acabou substituído com o short rasgado pelo tanto de movimento que fazia na tentativa de marcar o 7 botafoguense. Ria solto lembrando dos gritos que dava para incentivar o irmão, “entra duro, não dê chance!”.
Um dia Eraldo pegou sua bolsa, recolheu seu jaleco azul de impressor e nunca mais nos vimos.
Deixou uma história de jogador, de impressor tipográfico, de bom colega.
Obrigado por todas as histórias.
Um abraço, Eraldo!
Conheci Eraldo no início da década de 1990. Cearense, já não portava o corpo de um atleta de futebol da AASG que o técnico Rui Márcio colocava tanto no ataque – e era goleador – quanto na defesa. Sandália de couro, aquela que o nordestino incorpora como poucos ao uniforme do dia a dia, bom de conversa, ele me contava histórias de sua vida nos campos de futebol por Brasília. Se empolgava narrando suas atuações e me falando de nomes que se perderam na minha memória. Talvez minha memória não desse conta de que eu ouvia relatos que expressavam a cultura de um grupo profissional. Do tempo em que a impressão tipográfica tinha sua importância na Gráfica, Eraldo era exímio em sua função. Mas enquanto o braço da máquina subia e descia, ele tinha tempo para mostrar com o movimento de suas mãos o desenho de uma jogada.
Contava-me aos risos a atuação de seu irmão, lateral esquerdo, marcando Garrincha em um amistoso em Fortaleza. Irmãos, mãe, todos foram ao estádio assistir, mas o craque da família jogou só o primeiro tempo. Acabou substituído com o short rasgado pelo tanto de movimento que fazia na tentativa de marcar o 7 botafoguense. Ria solto lembrando dos gritos que dava para incentivar o irmão, “entra duro, não dê chance!”.
Um dia Eraldo pegou sua bolsa, recolheu seu jaleco azul de impressor e nunca mais nos vimos.
Deixou uma história de jogador, de impressor tipográfico, de bom colega.
Obrigado por todas as histórias.
Um abraço, Eraldo!

Joberto Sant’ Anna

Presidente da Assefe